Chegou-me A casa, no Sábado passado, a minha irmã mais velha, uma jovem de 23 anos que terminou o ano passado a licenciatura em Terapia da Fala e, como a maioria dos recém-licenciados jovens portugueses, está desempregada. Contente por me ir dar razão, anunciou à mesa uma das conversas que tivera com outra terapeuta que trabalha com idosos. Ao que parece, a sra informou-a de que existe uma grande disparidade entre os velhotes que fazem desporto e os que não praticam qualquer actividade física. E atenção: até ela, uma mulher licenciada, com mestrado tirado e muitos anos de prática na profissão, referiu pormenorizadamente: "E não devemos entender como prática de exercício físico ir e vir ao jardim que está perto de casa!"
Pois é meus caros, pequenas caminhadas não contam, trabalhar não conta. Uma caminhada deve entender-se como uma LONGA caminhada, a passo acelerado, durante uma boa hora e tal ou duas, da qual saiam realmente a transpirar! Não se trata de ir ao jardim, andar até ao café ou estar em pé durante algumas horas. A questão não é gastar calorias, mas fortalecer os músculos.
Se não guardamos lixo em casa, por que havemos de o acumular no nosso corpo? Assim como tratamos da decoração do nosso lar, também devemos tratar do nosso corpo e mente. O motivo: ser feliz; acordar feliz com a nossa imagem ou com a forma como nos conseguimos mover com facilidade.
Mas melhor, a terapeuta que serve de exemplo à minha irmã acrescentou: "Essa disparidade não se justifica por os que praticaram e continuam a praticar desporto estarem mais cansados ou com os corpos mais gastos, com lesões ou músculos doridos. Pelo contrário: os idosos que praticam actividade física diferenciam-se de imediato dos outros pelas suas capacidades mentais: o facto de o seu corpo continuar a ter movimento com regularidade ou, mesmo que já não tenha, ter tido durante a maioria dos seus anos de vida, faz deles pessoas com fortes capacidades de memória, mobilidade e melhores modos de enfrentar a sua rotina diária, com uma mobilidade e bem-estar superior à dos restantes."
Aqui têm uma boa lição de vida, se quiserem viver mais uns aninhos ;)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Tow In na Nazaré
O North Canyon Tow In Trials realizou-se na passada Quarta-feira na Nazaré. Foi a dupla de Pablo Garcia, espanhol, e Axie Muniain, basco, que venceu a prova, em ondas de 4m.
Como tal, vão poder competir na competição internacional de ondas grandes na mesma praia, em 2012.
Como tal, vão poder competir na competição internacional de ondas grandes na mesma praia, em 2012.
domingo, 13 de novembro de 2011
Federer vence Tsonga na final do Masters 1000 Paris
O Paris-Bercy contou com a presença de Roger Federer e Tsonga na final do Torneio Masters 1000 de Paris.
Depois do Francês já ter ganho o torneio em 2008 e enfrentado o jogador Suíço por 8 vezes, 4 delas em 2011, e de se encontrar em 8º lugar a nível mundial, quando Federer representa o 4º, a sua quarta derrota contra o rival deu-se hoje na final.
Jo-Wilfried Tsonga já tinha afastado o norte-americano John Isner, por 3-6, 7-6 (1) e 7-6 (3) para desafiar o Suiço.
O tão adorado pelo público, que já acumulava um "mito" de má sorte em Paris, conseguiu finalmente quebrar o mau karma com uma vitória a Tsonga, num jogo de 1:25h, de 2 sets de 6-1 e 7-6 (3).
Depois do Francês já ter ganho o torneio em 2008 e enfrentado o jogador Suíço por 8 vezes, 4 delas em 2011, e de se encontrar em 8º lugar a nível mundial, quando Federer representa o 4º, a sua quarta derrota contra o rival deu-se hoje na final.
Jo-Wilfried Tsonga já tinha afastado o norte-americano John Isner, por 3-6, 7-6 (1) e 7-6 (3) para desafiar o Suiço.
O tão adorado pelo público, que já acumulava um "mito" de má sorte em Paris, conseguiu finalmente quebrar o mau karma com uma vitória a Tsonga, num jogo de 1:25h, de 2 sets de 6-1 e 7-6 (3).
sábado, 12 de novembro de 2011
O motivo desta criação
Numa época em que a obesidade tende a aumentar, tanto em Portugal como em todo o Mundo, em que o sedentarismo se torna mais frequente e cada vez menos pessoas admitem com um sorriso no rosto, de quem demonstra gosto, orgulho e prazer: "Eu pratico desporto com frequência.", parece-me mais que necessário lançar um alerta.
Garanto a todos os leitores: esta não é uma atitude extremista. É uma tendência para alertar, por experiência própria, para todas as vantagens que a prática desportiva permite, a sensação de alívio ou o vício positivo em que se torna. Para mim, é como a prática de meditação: no início custa, torna-se chato ter paciência para o exercer com regularidade ou até alcançar resultados, é cansativo e deixa que qualquer corpo que não esteja habituado alcance a exaustão; porém, com o tempo, deixamos de conseguir viver sem ela, tornando-se necessária à nossa felicidade, à sensação de bem-estar com a vida, aos próprios músculos, que por tudo parecem começar a precisar de satisfazer aquele hábito.
Não se trata de uma questão de estética, mas de qualidade de vida. Vi um dia uma frase de um ex-velocista que chegara a participar nos Jogos Olímpicos (agora saber quais...), e que batera um recorde numa corrida de longa distância: "O verdadeiro objectivo de correr não é ganhar uma corrida, mas atingir os limites do coração humano." É impressionante como quem pratica desporto - independentemente de ser ou não com regularidade ou da quantidade desportiva - sabe que o exercício físico deixa qualquer ser humano satisfeito.
Nos dias que correm, apesar de serem dados a conhecer com frequência os benefícios da prática desportiva, são cada vez mais as pessoas que tendem a ignorá-la. É um facto: do meu grupo de amigos todos têm a noção das suas vantagens e da sensação de bem-estar que produz, mas a "falta de tempo" - que na verdade não se trata de verdadeira falta de tempo, dado que esta se traduz apenas na sua substituição por qualquer outra actividade ao gosto de cada um - e o cansaço acumulado dos estudos ou do estilo de vida que levam a cabo não lhes permite que se dediquem mais tempo à pratica de exercício. A verdade é que - e dou aqui ênfase ao facto de mesmo eu, que aqui abordo o assunto, não fazer desporto todos os dias - quando nos damos ao trabalho de substituir uma actividade, daquelas com que achamos que ocupamos tempo livre, mas das quais, muitas vezes, não sentimos que rende ou que nos faz verdadeiramente feliz, pela experiência de uma prática desportiva ao nosso gosto, que termina com a sensação de cansaço e de músculos remexidos, isso nos parece ter dado prazer. Deparamo-nos então com um paradoxo: como é que algo que nos custa e nos deixa de rastos pode ser tão divertido ou inspirador? Porque é isso que o desporto é: uma verdadeira junção de testes aos limites do coração humano, à exaustão, ao fôlego, ao cansaço, à mobilidade, à respiração, com gosto, bem-estar, liberdade, renovação, felicidade. O corpo, sem que tenhamos dado por isso, começa a conseguir deparar-se e a enfrentar um maior número de desafios: a capacidade de rapidez aumenta, bem como a mobilidade, a resistência, a força, a flexibilidade, entre tantas outras vantagens. O que antes parecia ser uma obrigação por uma questão de melhoria estética ou na saúde, tornou-se então uma actividade de lazer, a causa do alívio após a prática de exercício ou da vontade que sentimos e não conseguimos explicar, quando nos vemos limitados e não a podemos exercer por mais tempo do que aquele a que estamos habituados.
Sou sincera: chega a irritar-me ver pessoas jovens e, aparentemente, saudáveis, a subir as escadas no metro e a deixar escapar lufadas de ar, por não conseguirem controlar a respiração, por as pernas começarem a doer ou o batimento cardíaco ter acelerado. É impressionante como a quantidade de pessoas como essas tende a aumentar, como deixam que o stress se acumule nas suas mentes e, posteriormente, em todos os seus órgãos, ossos e músculos.
Por algum motivo a frase "Corpo são, mente sã." permanece célebre: porque quando o físico é estimulado, a mente é imediatamente afectada de acordo com o nível dessa estimulação, bem como o mesmo se verifica em casos contrários. Por exemplo, quando nos sentimos tristes ou desmotivados, a tendência é para nos sintamos cansados, exaustos; pelo contrário, o simples facto de passarmos um bom momento com velhos amigos a recordar velhas memórias, de alguém superior nos elogiar a nível profissional ou até de nos sentirmos apaixonados, parece deixar-nos felizes, independentemente de termos dormido pouco e de o corpo se sentir cansado e chegando, inclusive, a esquecer por momentos o quanto necessitamos de repouso. O mesmo se passa quando sentimos que o nosso corpo está apto para enfrentar qualquer desafio do dia-a-dia: parece haver uma força mental que nos permite esquecer o lado negativo do quotidiano: a pressão, a tensão, o stress que vamos acumulando por os objectivos a cumprir parecerem estar sempre a incomodar.
É por isso que achei por bem criar este blogue: é necessário fazer ver o quanto o exercício físico está mentalmente ligado à sensação de felicidade. Tal como a fé, trata-se na crença em alguma coisa, neste caso dos malefícios que a sua ausência nos traz e dos benefícios à saúde em que a sua prática se traduz.
Não pretendo vir a falar de futebol, excepto em casos extremos. Antes de mais, porque é um tema lotado e depois porque me parece que há a necessidade de abrir os olhos aos portugueses para tantos outros desportos que merecem uma maior atenção.
Este é um blogue de desporto e referente a todas as suas vertentes positivas. Não pretendo bater sempre na mesma tecla, mas mexer o rabinho quanto ao meu futuro profissional - que pretendo que esteja ligado ao jornalismo - e dar finalmente asas a um projecto próprio, que fale sobre uma das poucas coisas que me faz saltar da cama de manhã, me permite libertar a tensão do dia-a-dia e sentir-me feliz: a prática de exercício físico.
Garanto a todos os leitores: esta não é uma atitude extremista. É uma tendência para alertar, por experiência própria, para todas as vantagens que a prática desportiva permite, a sensação de alívio ou o vício positivo em que se torna. Para mim, é como a prática de meditação: no início custa, torna-se chato ter paciência para o exercer com regularidade ou até alcançar resultados, é cansativo e deixa que qualquer corpo que não esteja habituado alcance a exaustão; porém, com o tempo, deixamos de conseguir viver sem ela, tornando-se necessária à nossa felicidade, à sensação de bem-estar com a vida, aos próprios músculos, que por tudo parecem começar a precisar de satisfazer aquele hábito.
Não se trata de uma questão de estética, mas de qualidade de vida. Vi um dia uma frase de um ex-velocista que chegara a participar nos Jogos Olímpicos (agora saber quais...), e que batera um recorde numa corrida de longa distância: "O verdadeiro objectivo de correr não é ganhar uma corrida, mas atingir os limites do coração humano." É impressionante como quem pratica desporto - independentemente de ser ou não com regularidade ou da quantidade desportiva - sabe que o exercício físico deixa qualquer ser humano satisfeito.
Nos dias que correm, apesar de serem dados a conhecer com frequência os benefícios da prática desportiva, são cada vez mais as pessoas que tendem a ignorá-la. É um facto: do meu grupo de amigos todos têm a noção das suas vantagens e da sensação de bem-estar que produz, mas a "falta de tempo" - que na verdade não se trata de verdadeira falta de tempo, dado que esta se traduz apenas na sua substituição por qualquer outra actividade ao gosto de cada um - e o cansaço acumulado dos estudos ou do estilo de vida que levam a cabo não lhes permite que se dediquem mais tempo à pratica de exercício. A verdade é que - e dou aqui ênfase ao facto de mesmo eu, que aqui abordo o assunto, não fazer desporto todos os dias - quando nos damos ao trabalho de substituir uma actividade, daquelas com que achamos que ocupamos tempo livre, mas das quais, muitas vezes, não sentimos que rende ou que nos faz verdadeiramente feliz, pela experiência de uma prática desportiva ao nosso gosto, que termina com a sensação de cansaço e de músculos remexidos, isso nos parece ter dado prazer. Deparamo-nos então com um paradoxo: como é que algo que nos custa e nos deixa de rastos pode ser tão divertido ou inspirador? Porque é isso que o desporto é: uma verdadeira junção de testes aos limites do coração humano, à exaustão, ao fôlego, ao cansaço, à mobilidade, à respiração, com gosto, bem-estar, liberdade, renovação, felicidade. O corpo, sem que tenhamos dado por isso, começa a conseguir deparar-se e a enfrentar um maior número de desafios: a capacidade de rapidez aumenta, bem como a mobilidade, a resistência, a força, a flexibilidade, entre tantas outras vantagens. O que antes parecia ser uma obrigação por uma questão de melhoria estética ou na saúde, tornou-se então uma actividade de lazer, a causa do alívio após a prática de exercício ou da vontade que sentimos e não conseguimos explicar, quando nos vemos limitados e não a podemos exercer por mais tempo do que aquele a que estamos habituados.
Sou sincera: chega a irritar-me ver pessoas jovens e, aparentemente, saudáveis, a subir as escadas no metro e a deixar escapar lufadas de ar, por não conseguirem controlar a respiração, por as pernas começarem a doer ou o batimento cardíaco ter acelerado. É impressionante como a quantidade de pessoas como essas tende a aumentar, como deixam que o stress se acumule nas suas mentes e, posteriormente, em todos os seus órgãos, ossos e músculos.
Por algum motivo a frase "Corpo são, mente sã." permanece célebre: porque quando o físico é estimulado, a mente é imediatamente afectada de acordo com o nível dessa estimulação, bem como o mesmo se verifica em casos contrários. Por exemplo, quando nos sentimos tristes ou desmotivados, a tendência é para nos sintamos cansados, exaustos; pelo contrário, o simples facto de passarmos um bom momento com velhos amigos a recordar velhas memórias, de alguém superior nos elogiar a nível profissional ou até de nos sentirmos apaixonados, parece deixar-nos felizes, independentemente de termos dormido pouco e de o corpo se sentir cansado e chegando, inclusive, a esquecer por momentos o quanto necessitamos de repouso. O mesmo se passa quando sentimos que o nosso corpo está apto para enfrentar qualquer desafio do dia-a-dia: parece haver uma força mental que nos permite esquecer o lado negativo do quotidiano: a pressão, a tensão, o stress que vamos acumulando por os objectivos a cumprir parecerem estar sempre a incomodar.
É por isso que achei por bem criar este blogue: é necessário fazer ver o quanto o exercício físico está mentalmente ligado à sensação de felicidade. Tal como a fé, trata-se na crença em alguma coisa, neste caso dos malefícios que a sua ausência nos traz e dos benefícios à saúde em que a sua prática se traduz.
Não pretendo vir a falar de futebol, excepto em casos extremos. Antes de mais, porque é um tema lotado e depois porque me parece que há a necessidade de abrir os olhos aos portugueses para tantos outros desportos que merecem uma maior atenção.
Este é um blogue de desporto e referente a todas as suas vertentes positivas. Não pretendo bater sempre na mesma tecla, mas mexer o rabinho quanto ao meu futuro profissional - que pretendo que esteja ligado ao jornalismo - e dar finalmente asas a um projecto próprio, que fale sobre uma das poucas coisas que me faz saltar da cama de manhã, me permite libertar a tensão do dia-a-dia e sentir-me feliz: a prática de exercício físico.
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